Domingo, 7 de Junho de 2015

Resenha "Cidades de Papel" - John Green

Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

 

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Esse livro poderia ser um livro para agradar adolescentes, poderia ser um livro com uma protagonista doida, poderia ser um livro de um Quentin apaixonado no ponto chato, poderia ser um livro de aventuras, humanas, mas aventuras. E é tudo isso, mas é muito mais também.

99% das pessoas que leram Cidades de Papel me disseram que ficaram "boladas" com o final. Terminei de ler hoje e, sinceramente, não sei se "bolada" é a palavra que me define, acho que "completamente sem noção de nada" me define melhor. Falarei disso mais a frente.

A verdade é que tinha medo de lê-lo. Depois de ler A Culpa é das Estrelas e chorar como o Rio Amazonas, fiquei super receosa com o que a maioria dos meus amigos disse: "Se prepara porque é um livro bem John Green", seja lá o que for realmente isso. Mas sobrevivi. E gostei muito, apesar de tudo.

Quando eu acho que Green não tem mais como surpreender ou ser mais nerd ou ser mais inteligente (essa inteligente que todo mundo, mas poucos como ele decidem desenvolver) ou mais estranho ou mais criativo ou mais simples, bem, ele vai lá e é tudo isso aos mesmo tempo. E dá certo. Por isso, é um livro que agradam adolescentes, com uma protagonista doida, um Quentin apaixonado no ponto chato, um livro de aventuras, humanas, mas aventuras. Tudo isso, mas muito mais também.

Quentin Jacobsen sempre (isso significa realmente desde a infância) apaixonado por Margo Roth Spiegelman. Quando crianças eram grandes amigos, mas depois tomaram rumos diferentes na escola e na vida. Ele, o garoto certíssimo, que orgulhava os pais. Ela, que não orgulhava os pais em nada, era uma popular daquelas de "elite" na escola. Q. (como era chamado Quentin) sempre nutriu um amor incondicional por Margo (a quem sem se referia pelo nome completo) e idealizou a garota por todo tempo de escola, a partir da amiga que teve na infância. O que é muito humano, afinal, quantas e quantas vezes idealizamos as pessoas? Muitas. Esse amor ele só compartilha, através de comentários chatos do que parece um bobo apaixonado, com seus melhores amigos: Ben e Radar.

No entanto, é justamente quando ele menos imagina que Margo volta para sua vida com uma proposta tentadora. Ele apaixonado, topa. E é nessa noite que tudo muda, que Q. começa a soltar as amarras do menino certinho e perfeito. É a partir desse ponto que a garota maluca e apaixonante começa a plantar a sementinha da mudança em Quentin.

Só que ela tem uma grande mania: sumir! E o sumiço que sucede a noite inesquecível de aventuras e confusões de amigos, é justamente o que passa a tirar o sono e a paz do garoto pouco popular, mas cheio das certezas e pé no chão. Depois de mudar sua vida atrás de pistas, encher o saco dos amigos falando só da menina que manda em seu coração, pensar e repensar várias vezes nela morta ou viva e até perder sua colação de grau, ele e os amigos (Radar, Ben e Lacey – amiga de Margo) partem na maior aventura de suas vidas atrás do paradeiro da sumida. E encontram.

Voltando a questão do final do livro... Volto a dizer: não vou dizer que fiquei "bolada", mas consegui umas três interpretações diferentes para esse final. 1) a trágica 2) a comum, até um pouco óbvia (se seguir o raciocínio dos acontecimentos do último capítulo) 3) a que traz lições profundas como saudade, reconquista, recomeço, reconhecimento e volta ao seu eu. Estou preferindo ficar com a número 3. É um final simples, para alguns até bobo, para outros chato, mas é um final que fez muita gente pensar muito.E acho (opinião minha, pretensiosa até) que essa era a ideia de John Green.

Por fim, posso dizer que a menina doida e o menino chato no ponto chato foram justamente o que me fizeram querer ler muito o livro. Não sou adolescente, mas acredito de verdade que acaba sendo um livro para todas as idades, são aventuras simples, mas verdadeiras, são amigos bobos, mas daqueles para a vida inteira, é uma história de amor platônica... não, não é. É uma história de desamarras de um mundo limitado, da certeza que amigos fazem toda a diferença na nossa vida e que muitas vezes é importante sair das Cidades de Papel.

 

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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

Resenha "Para Sempre uma Lembrança" - D.S. Neves

Sinopse: Ashley sempre foi uma garota apaixonada pela dança, desde a infância. Participar de várias disputas como dançarina era parte de sua vida. Sua Paixão. Até o dia em que o seu sonho de vida e família perfeita são destruídos. Anos se passam e Ashley se torna uma estudante de arquitetura. A dança já não faz parte do seu dia-a-dia. Acreditar em amor verdadeiro? Jamais. Mas o que ela não contava, era que um belo rapaz, conhecido como um dos mais charmosos em toda a faculdade, iria mudar sua vida completamente.

 

Esse livro não é uma literatura fantástica com criaturas sobrenaturais, super-heróis com grandes poderes jamais imagináveis e capaz de salvar o mundo. Não tem tensão e nem vilões de dar medo. Mesmo assim fala de anjos. Não esses anjos de harpas e que vivem nas nuvens e nem anjos caídos que tentam redenção. Mesmo assim, fala de anjos. Você acredita neles? Bom, eu, não sei se os vejo exatamente como os fofinhos, que moram nas nuvens, mas acredito muito nesses que o livro "Para Sempre uma Lembrança" retrata. E acredito que se vocês lerem o livro vão acreditar ou pelo menos querer acreditar neles.

Ashley era uma menina muito feliz, que amava muito a dança e vivia na família perfeita. Até que uma grande rasteira da vida muda tudo isso. A dança perde a paixão, o coração endurece, o pai vira uma grande mágoa, a família fica incompleta, ela deixa de acreditar nos outros e até um pouco nela mesmo. Não vira uma pessoa totalmente sem coração, afinal, ainda tem uma mãezona e dois irmãos incríveis, que são tudo para ela, mas passa a ser uma pessoa com um pé atrás. Muitas vezes, com os dois pés atrás.

Ela tem descendência brasileira (sua mãe e família materna), mas não vem ao Brasil desde a adolescência, quando perdeu a avó e o avô materno. Por isso, a história se passa nos Estados Unidos, onde ela nasceu e viveu toda a sua vida. Mais especificamente, a história se passa quase toda no Campus de sua faculdade, onde ela estuda arquitetura e mora com sua melhor amiga de anos, Michelle, mais conhecida como Mia.

Mia é totalmente ao contrário de Ashley. Toda atirada, sorridente, gosta de curtir a vida. Ao chegarem ao Campus, por pura questão de destino (ou sorte ou mãos de Deus ou o Universo à favor ou qualquer coisa do tipo), William, ou simplesmente Will, um estudante de engenharia perfeito, dono do sorriso mais lindo do mundo, coração de outro e capitão do time de Futebol Americano da Universidade, entra na sua vida porque deu sem querer uma bolada em Ashley. Ela, sem saber do quanto ele é especial, acaba arrumando uma "briga" com ele por conta da bolada e é a partir daí que suas vidas ficam entrelaçadas para sempre. Por pura sorte de Ash (como ela é chamada pelas pessoas próximas).

Não demorou muito para que Ash fizesse amizades em suas aulas. As primeiras foram Noah e seu namorado Mike. Pessoas muito do bem, foram sempre amigos de verdade e, principalmente Noah, é um personagem secundário hilário. Outro personagem secundário que nos conquista é Ian, melhor amigo de Will e também jogador do time da Universidade, faz as meninas pirarem, inclusive Mia. Fiz esse parágrafo para apresentá-los por dois motivos: o primeiro porque a autora fez com esses personagens fossem muito bem construídos e bem desenvolvidos e aproveitados no enredo. Segundo, porque essa é também uma história de amizade, então, esses amigos de VERDADE precisam ser exaltados.

Mas voltando para Will e Ash...

Mesmo já fazendo amizades, o jogador de futebol não sai da sua vida. Novamente o destino entra em ação e os coloca numa mesma disciplina. Ela que achava estar livre dele, nem imaginava que agora ele passaria ser parte dela. Com o passar do tempo e muita insistência de Will, que percebe que Ashley é diferente desde o momento que a conheceu, os dois se aproximam e viram grandes amigos.

Só que viver como um homem como ele e não se apaixonar é muito difícil. Ele não é mesmo só um rostinho e corpinho bonito, e nem só um garoto muito popular na faculdade. Com o tempo, ela percebe que ele é uma das pessoas mais maravilhosas que ela conheceu na vida: inteligente, carinhoso, engraçado, otimista, caridoso e pronto para fazer todos a sua volta feliz. O coração tão duro e sofrido de Ash balança, se rende e se apaixona. De início, com medo de soltar as amarras de suas decepções, ela luta contra esse sentimento, mal sabe ela que ele sente o mesmo e passou a viver por ela.

É justamente ele que trás de volta tudo que ela perdeu, tudo que ela deixou escapar, tudo que ela já não acreditava e tudo aquilo que ela deixou de sonhar. Foi ele que trouxe luz, sorrisos, gargalhadas, corações disparados, amizade, amor, dedicação, a dança, um novo sopro de vida para aquela garota que tinha perdido um pouco da sua força para as dores que o passado cravou. E ela reaprendeu, reacendeu, reanimou todas as suas forças, suas paixões, sua vontade de viver e acreditar nos sonhos. Ele foi o seu anjo, aquele anjo que falei no início do texto, e ela foi salva pelo amor.

Esse livro poderia ser só mais um New Adult gostoso e fácil de ler, com um romance divertido, personagens lindos, sorrisos sinceros, muitos "Owwwwwnnnnnn" e deixar seu coração repleto. Ele até é tudo isso, mas ele também é muito mais. É um livro de superação, redenção, fé, amor, amizade, sonhos, vida, perdão, família, princípios, de anjos em forma de pessoas, que vem para a sua vida para te trazer a mais simples e genuína felicidade. Ele poderia ser mais um desses muitos New Adult que eu amo, mas "Para sempre uma lembrança" veio para me marcar profundamente.

Inclusive, quando comecei a ler o livro achei que o nome fosse por causa da dança e só no final entendi que era um motivo muito além, mais forte e mais profundo. Aliás, quando você chega ao final, é que percebe que o livro é cheio de entrelinhas. Alguns pedaços do quebra-cabeça ficam ao longo do texto e só lá no finalzinho você junta tudo e consegue ver a imagem, nesse caso, a mensagem real da história.

Vou admitir: é um livro, afinal, triste, pois tem um final triste. Chorei muito (muito mesmo. Só não coloco a foto aqui porque estou com cara de brócolis em decomposição rs) e não queria esse final. Não porque ele não faça sentido ou porque ele estrague a história, pelo ao contrário, esse final que faz todas as lições do livro serem abertas para nós e faz a Ashley aprender a reviver, mas mesmo assim foi muito sofrido para mim.

Confesso também: até dormi mal pensando em tudo que passei lendo essas páginas e, de verdade, esse livro ainda não saiu de mim. Eu terminei, mas as reflexões, o coração apertado e a emoção ainda estão bem vivos em mim.

Já li alguns livros este ano e lerei mais alguns ainda. Sei que ainda vou gostar de muitas outras histórias e que ainda estamos em maio, mas, sem sombra de dúvidas, se no final do ano eu fizer uma lista dos melhores, "Para Sempre uma Lembrança" estará presente.

D.S. Neves, ou simplesmente Day (eu me achando íntima da autora rs), obrigada pela ressaca literária. Seu livro é daqueles que valer a pena é uma expressão muito corriqueira para ele, mas por falta de uma melhor, é o que posso dizer. E desculpa a minha mensagem de madruga, chorando, quando eu terminei de ler o livro. Precisava contar o quanto amei.

O Will não existe de verdade. Eu não estarei com ele algum dia. No entanto, ele me marcou muito. Acho que nunca vou conseguir esquecê-lo. Eu posso fechar os olhos, que consigo imaginar seu sorriso, sua gargalhadas, suas lágrimas e seu olhar cheio de luz. Volto a dizer: ele não é um CEO milionário, um bad boy que acaba com corações e nem um super-herói de deixar pernas bambas. Ele é um anjo. Um anjo humano, simples e único.

 

 

 

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

Resenha "O Cortiço" - Aluísio de Azevedo

Sinopse: conta a história do caminho que João Romão percorre para ficar rico. Para conseguir atingir esse objetivo, ele, que é o dono do cortiço, explora os seus empregados e até comete furtos. A sua amante, Bertoleza, trabalha continuamente, sem folgas ou descansos. Ao lado do cortiço mora Miranda, um comerciante bem sucedido, que entra em disputa com João Romão por uma braça de terra que quer comprar para aumentar o seu quintal. Como eles não entram em acordo, eles rompem relações. Movido por uma extrema inveja de Miranda, João passa a trabalhar arduamente para conseguir ficar mais rico do que o seu rival. Quando Miranda recebe o título de barão, aos poucos João percebe que não basta apenas ganhar dinheiro, mas também participar ativamente da vida burguesa, como ler livros e ir ao teatro, por exemplo. O relacionamento entre Miranda e João Romão melhora quando João passa a tentar imitar as conquistas do rival, tanto que o cortiço passa a ser um lugar mais organizado e agradável e passa a se chamar Vila João Romão. João começa uma amizade com Miranda e pede a mão de sua filha em casamento, mas tem Bertoleza atrapalhando os seus planos. Dessa forma, João a denuncia como escrava fugida, e em um ato de desespero, ela acaba cometendo o suicídio. Assim, ele fica livre para se casar e se encerra O Cortiço.

O Cortiço é um livro que foi escrito no ano de 1890, por Aluísio de Azevedo, um grande autor da nossa literatura, que mostrou as relações humanas de uma forma muito crua e real. Na época do lançamento o livro, este chegou a ser tratado como melhor do que muitos outros livros de autores, como Machado de Assis, devido a pertencer a escola naturalista, de grande prestígio na Europa e que ganhava força cada vez maior aqui no Brasil. A história se passa no Brasil, durante o século XIX, sem data precisas, mas no livro mostram características bem próprias deste século como costumes, alimentação e vestimentas. Há dois ambientes que são explorados: o cortiço e o sobrado do comerciante Miranda e sua família, que fica ao lado do cortiço. E nesse contexto que tudo será desenvolvido. Não demorou muito para que O Cortiço estivesse nas casas e arrancasse da sociedade da época críticas positivas e negativas.
A obra é narrada em terceira pessoa, com o narrador onisciente, ou seja, ele tem conhecimento de todos os acontecimentos, sejam ações ou pensamentos. O narrador tem grande poder na estrutura da história e pode, aparentemente, parece para os leitores ser imparcial, mas na realidade ele entra diretamente em diversos pontos da narrativa, tornando a narrativa próxima o bastante da realidade daquele momento do país. 
O tempo é trabalhado de modo linear, com início, desenvolvimento e final da narrativa, uma narrativa comum, mas com seus detalhes próprios de verdade, personagens muito rico, com efeitos, qualidades, sentimentos, ambições, exatamente como é e deve ser um Ser Humano. E é exatamente essa questão de mostrar o Homem, a Sociedade, os preconceitos, as modas e a hierarquia de uma maneira tão sedutoramente verdadeira e fiel a realidade do cotidiano e das emoções, que faz este livro ser, para mim, um dos maiores clássicos da nossa literatura e, Aluísio de Azevedo, um dos maiores nomes deste cenário.
 
Recomendo. Aliás, acho extremamente necessário que as pessoas tenham contato com esta obra e você como sempre foi cruel, desorganizada e sentimental as relações entre pessoas, meio, consciência e valores.
 
 
"Uma bela noite, porém, o Miranda, que era homem de sangue esperto e orçava então pelos seus trinta e cinco anos, sentiu-se em insuportável estado de lubricidade. Era tarde já e não havia em casa alguma criada que lhe pudesse valer. Lembrou-se da mulher, mas repeliu logo esta ideia com escrupulosa repugnância. Continuava a odiá-la. Entretanto este mesmo facto de obrigação em que ele se colocou de não servir-se dela, a responsabilidade de desprezá-la, como que ainda mais lhe assanhava o desejo da carne, fazendo da esposa infiel um fruto proibido. Afinal, coisa singular, posto que moralmente nada diminuísse a sua repugnância pela perjura, foi ter ao quarto dela."

 

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

Resenha do filme "Meu Primeiro Amor"

Sinopse: Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), uma garota de 11 anos, é obcecada com a morte, pois sua mãe morreu e seu pai, Harry Sultenfuss (Dan Aykroyd), é um agente funerário que não lhe dá a devida atenção. Vada é apaixonada por Jake Bixler (Griffin Dunne), seu professor de inglês, e no verão faz parte de uma classe de poesia só para impressioná-lo. Paralelamente é muito amiga de Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), um garoto que é alérgico a tudo. Quando Harry contrata Shelly DeVoto (Jamie Lee Curtis), uma maquiadora para os funerais, e se apaixona por ela, Vada se sente ultrajada e quer fazer qualquer coisa que estiver em seu poder para separá-los.

 

Quem nunca teve um amor de infância? Mesmo aqueles mais bobinhos, mas que ainda arrancam sorriso do rosto ao lembrar da pureza e da inocência divertida daquele momento? Quem nunca teve um grande amigo de Infância, capaz de marcar a sua vida inteiramente, mesmo que esse já não esteja nela? Acho que todo mundo, ou quase todo mundo. Este filme fala justamente da junção desses dois elementos: o amor tão ingênuo, mas gostoso da infância e do amigo querido que viveu, marcou e jamais sairá da sua história.

 

Vada e T.J. são inseparáveis. Amigos desde sempre (pelo menos é a impressão que o filme passa), estudam, se divertem, passam os dias e horas, as incertezas, gostosuras e desgostos da infância juntos. Os verdadeiros amigos do peito. Eu diria até da alma. Ele atura o jeito mandão de Vada e ela o atura com todas as suas alergias. O que parece uma história boba, vira uma história muito singular.

 

A menina sofre com a perda muito prematura da mãe - que morreu no seu parto - e as dificuldades que é ser criada só pelo pai e tio - pois a avó já é muito idosa. Seu pai é um homem de negócios, voltado totalmente para sua funerária. Não chega a ser um pai ruim, mas também não é dos mais carinhosos. Mesmo assim, é o que ela tem e, por isso, ela preza por sua família. Com a chegada da maquiadora Shelly tudo muda. O coração do pai antes tão endurecido pela vida volta a se derreter e as emoções de Vada ficarem instáveis. O que faz com que T.J. mais uma vez mostre sua grande e fiel amizade.

 

Para tentar mostrar a maquiadora de quem é a família, a menina passa a tentar de tudo, inclusive, se espelhar na própria Shelly ao cismar em conquistar seu professor, por quem é apaixonada. Outro ponto também muito marcante de muitas infâncias. Afinal, quantos de nós realmente acreditamos na primeira fase da vida que aquela pessoa já adulta é o amor de nossas vidas e que um dia ficaremos juntos para sempre? 

 

Só que em meio a toda essa confusão emocional, Vada acaba tendo um perda irreparável e insubstituível. Aquele a quem ela mais confiava, guardava, talvez até amada se foi sem se despedir, sem que ela pudesse dizer em palavras o quanto ele era muito importante para ela. T.J. vai deixando um lugar no coração dela como amigo, companheiro, confidente e um grande amor. Parece até estranho falar disso ao se tratar de duas crianças, mas é exatamente assim que acontece, de uma forma leve, fácil e muito simples. Às vezes, na vida, não temos tempo de dar valor a quem merece nosso melhor. E, sem sombra de dúvidas, a "despedida" de Vada e T.J. é uma das cenas mais lindas, tristes e comoventes que eu já vi num filme.

 

Por incrível que pareça, é também a perda de seu melhor amigo que faz Vada perceber as pessoas e amadurecer alguns sentimentos, deixando de lado tudo aquilo que a atormentava e consumia. É uma história de amor, amizade, resgate, lições, família, esperança, valores. É uma história digna de um Primeiro Amor.
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

13º Evento da "Menina que comprava livros"

Sábado fui no 13º Evento da Menina que comprava livros, mediado e organizado pela blogueira Raffa Fustagno, na Livraria Travessa do shopping Leblon, RJ.

Já tinha ouvido falar sobre o evento? Já. Já tinha pensado em ir? Já. E por que não fui antes? Porque tinha vergonha. Até que minha amiga autora Jô Lima (muita riqueza dizer que sou amiga de autora rs) do livro Postais – que futuramente terá resenha dele aqui no blog- foi participar desse evento e eu aproveitei o barco para conhecer e participar.

Adorei? Adorei! Primeiro que a Raffa é muito simpática, engraçada, criativa e comunicativa. Ninguém fica de fora da alegria que contagia o ambiente. Ela mostra mesmo sua opinião sobre os livros, o mundo editorial e os autores, sempre com um sorriso largo e uma opinião muito bem formada.

O evento é muito organizado e lota, gente! Pelo o que foi possível perceber tanto o evento quanto o blog tem fãs cativos, que sempre estão presente, opinam, participam de verdade de tudo.

No evento que fui sábado, participaram 5 escritores (infelizmente a autora Lycia Barros não pode ir): Janaina Rico , Thati Machado , Jô Lima , Sidney Santborg  e Maurício Gomyde. Divididos em 3 blocos, todos falaram sobre suas obras, inspirações, responderam perguntas da plateia e de pessoas de outras cidades e estados, que não puderam comparecer. Aliás, achei incrível isso de pessoas não presentes poderem participar de alguma maneira.

O bate-papo foi leve, teve risadas, assunto sério, muita história sobre livros, muitas dicas e nos intervalos e no final das conversas com os autores teve sorteios de vários brindes, claro, a grande maioria livros. Ganhei o livro "O Mundo de vidro" do Maurício Gomyde. Também em breve terá resenha dele aqui no blog.

Enfim, foi uma tarde gostosa, animada e que valeu muito a pena. Espero poder participar de outros Eventos da Menina que comprava livros, pois realmente achei especial. Merece o sucesso que tem.

Pedi mais informações sobre como surgiu e funciona o evento para a própria Raffa, mas ela ainda não pode responder. Como eu precisava fechar a pauta dessa reportagem... brincadeira! Como eu iria postar o texto hoje, prometo que no próximo evento que eu for, contarei como foi novamente e trarei essas informações.

Informações sobre o próximo evento aqui e no blog "A Menina que comprava livros". Aproveitem e sigam a fanpage do Blog também!

 

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2015

Resenha do filme "Lado a Lado"

Sinopse: Uma jovem de doze anos (Jena Malone) e um garoto de sete (Liam Aiken), filhos de pais separados, não aceitam a nova namorada de seu pai (Ed Harris), uma bela e renomada fotógrafa (Julia Roberts). O garoto ainda tolera a situação, mas a adolescente não se conforma com a separação e com fato de seu pai e a namorada viverem juntos, pois isto significa que as chances de reconciliação de seus pais se tornam quase nulas. Por sua vez, a mãe das crianças (Susan Sarandon) ainda alimenta esta briga, fazendo o gênero "mãe perfeita". A fotógrafa faz de tudo para agradar as crianças, chegando ao ponto de dar tanta atenção aos enteados que acaba perdendo o emprego, pois deixou de ser a profissional competente que era. Até que uma notícia inesperada muda completamente a relação entre os familiares.

 

Para assistir esse filme precisa preparar os lenços de papel e o coração, pois emoção não falta em momento nenhum. Por se tratar de um filme cheio de lições, faz a gente pensar e refletir o tempo todo. O drama “Lado a Lado” traz Susan Sarandon e Julia Roberts como duas mulheres completamente diferentes que não se suportam, afinal, uma é a ex-mulher e a outra a atual de Luke e, por isso acabam dividindo de alguma maneira a atenção de uma adolescente e uma criança. Elas acabam precisando aprender a conviver quando uma grave doença surge e duas crianças estão no meio da situação e toda a situação familiar pode mudar.
 
Ben (Liam Aiken) e Anna (Jena Malone) não aceitam o namoro de seu pai, Luke (Ed Harris), com a descolada fotógrafa Isabel (Julia Roberts). Na verdade, a meu ver, não é que o Ben não aceita, ele acaba indo pela cabeça da irmã, uma adolescente revoltada com esse novo relacionamento do pai e que acaba culpando Isabel pela "infelicidade" da sua família, já que os pais estão separados. Para piorar, a mãe das crianças, Jackie (Susan Sarandon) é super protetora e ainda alimenta esta briga de seus filhos com a madrasta, mantendo a pose de mãe perfeita, insubstituível e único ser na face da Terra capaz de entender e amar as crianças. Isabel faz de tudo para agradar as crianças, mas não consegue conquistá-los, afinal, definitivamente não é fácil competir com o amor e proteção de uma mãe. No entanto, tudo muda quando a "competição" entre as duas mulheres é colocada em xeque quando Jackie fica muito doente e sem perspectiva de cura, sendo obrigada a enxergar a rival com outros olhos - antes jamais imaginado - e ainda a mudar a opinião das crianças sobre a madrasta, pois a partir de agora terá um papel ainda mais importante em suas vidas. 
 
Esse filme mostra com tudo pode mudar quando menos imaginamos e que as certezas nem sempre são tão certas assim. Quando se acha que tem ou pode ter controle de tudo, a via te mostra o quanto estamos enganados, que a qualquer momento podemos ficar longe de quem amamos sem chance de voltar a revê-los. Dói a despedida, a incerteza e a impotência de não saber como será a nossa falta. São esses os dilemas e fraquezas de Jackie, que passa a ter que confiar no amor e disposição de Isabel para que seus filhos continuem sendo educados e criados para a vida. 
 
E depois de tanto uma tentar provar que a outra não é boa o suficiente para seus filhos, e a outra tentar mostrar que também os ama e dará o seu melhor, as duas chegam a conclusão que tudo que fizeram nada mais é do que ser uma família. Por isso mesmo o final é emocionante, genial e simples. Filme comovente e perfeito para mostrar que mãe tem várias faces e várias formas.

 

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2015

Resenha "Amor e Ordem: o despertar" - Daniele Fleur

Sinopse: John Peter é um alemão que vive em São Paulo. Com os ensinamentos deturpados de seu avô Hans, que foi General da SS de Hitler, John se tornou líder de um grupo de skinheads neonazistas, tornando-se agressivo e cego pelas suas próprias doutrinas. Ao qual sai com seu grupo, espalhando violência pela cidade, pregando ódio e machucando a todos que atravessam o seu caminho; entretanto, tudo isso muda quando ele conhece Celenna, uma garota negra, e se apaixona por ela perdidamente. John tenta negar este amor a si mesmo a todo tempo, mas também começa a questionar coisas, vindo a pensar de um jeito diferente. Entretanto seus amigos começam a notar mudanças em seu comportamento e Celenna tem que enfrentar as dificuldades e adversidades que imperam entre a razão e o coração, vindo a sentir a discriminação por sua cor de pele. Entre esse amor há muitas barreiras. Mas o amor será capaz de uni-los, levando-os a lutar contra o preconceito, incluindo os deles próprios? Se tem uma disciplina na escola que sempre valeu muito a pena estudar é História. Sempre gostei de saber o que aconteceu, como aconteceu, quais eram costumes, sentimentos, ideias e como o mundo se formou através dessas vivências das pessoas. Tenho certeza, inclusive, que foi esse meu prazer por estudar essa matéria escolar que contribuiu tanto para que eu amasse livros. Por isso, sempre gostei de livros que envolvessem alguma temática que colocasse momentos marcantes da História do Mundo e esse coloca não só um momento marcante, mas um dos principais, a meu ver. Eu falei que adoro Nazismo e duas amigas riram dizendo que a frase ficou estranha. E ficou mesmo. Não sou uma pessoa que é contra Judeus, Negros, Homossexuais ou qualquer outra "minoria" e muito menos sigo qualquer "princípio" nazista, pelo ao contrário. Adoro a matéria Nazismo porque mostra como o Ser Humano pode ser influenciado, enganado (ou melhor se deixar enganar), egoísta, perturbador e ganancioso. Pior, como as pessoas no mundo são ligadas ao valor do Poder desde sempre. Só que um dia a "ficha cai" e muitas dessas pessoas passam a perceber o mal que as cercam, sejam por conta delas mesmas ou através de pessoas que conseguem enxergá-lo. E, em resumo, de alguma maneira, foi isso que aconteceu com o Nazismo. Na prática menos romantizado, é claro, afinal, ainda temos os neonazistas tomando conta do mundo atual. E é exatamente aí que a nossa história começa. John Peter é um desses neonazistas. Um skinheads sem coração, que dá fim a suas vítimas sem dó nem piedade. O que ele não contava é que Celenna, uma negra, entraria no seu caminho e tudo aquilo que ele acreditava lá no mais fundo da sua alma e consciência se desfaz ao se sentir completamente atraído de uma forma inexplicável pela aquela garota que ele deveria odiar. Num ato que nem mesmo ele achou ser capaz de cometer, ela o percebe e se apaixona. Daí por diante o livro é uma verdadeira delícia, pois os dois entram em conflitos internos, se enlouquecendo e deixando todos ao seu redor de cabelo em pé. John não quer deixar de lado tudo que sempre aprendeu e pregou na vida, mas como simplesmente esquecer Celenna? Ela, por sua vez, não quer gostar dele, mas como ir contra tudo que sente e deixar de lutar? Não dá! Eles não conseguem e nós não queremos que eles consigam. Tem horas que até queremos odiar John Peter e "dá na cara" da Celenna por acreditar nesse sentimento por ele, mas passa logo, pois a gente quer mesmo é que eles ultrapassem a barreira do preconceito e da falta de educação. É um livro de luta interna, luta com o mundo, segredos, arrependimentos, romance, amizade e muitas informações. A primeira é como ainda lidamos com a intolerância através de grupos que propagam a raiva e o desamor. A segunda é como há grupos skinheads que fazem atrocidades e o poder público não combate, trazendo medo para muitas pessoas. Já a terceira informação ocorre em como o racismo, apesar de tudo, ainda é tratado como se fosse algo normal. No nosso país isso é crime e mesmo assim há que trate como algo normal. Por último, que apesar dos tempos, ainda lidamos com a força do poder, a força errada, claro. Só por poder falar disso tudo, já é uma leitura que deve ser feita. Ponto positivo: saber um pouco mais da cultura alemã através dos costumes e a língua. O que torna o livro muito mais próximo do seu propósito. E o uso rico dos personagens secundários para o desenrolar da trama. Ponto Negativo: ficar algumas informações pendentes, sem sabermos o que aconteceu realmente. Mas já soube que é uma trilogia e por isso ainda não sabemos de certas informações ainda. Só coloquei como ponto negativo porque já estou muito curiosa para a continuação da história. A autora foi má comigo em me deixar assim tão eufórica com o livro e eu não ter um final! Que venham os outros dois livros, mais emoção, mais John Peter e Celenna, mais de superação e mais do sentimento que deveria mover o mundo: o amor.

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Sexta-feira, 24 de Abril de 2015

Clube do Livro Saraiva RJ

Não é muita novidade que eu gosto de livros e de tudo que os envolve: bienal, tarde de autógrafos, palestras, sarau, encontro de amigos literários, debates, enfim, tudo que de alguma forma me faça ficar mais perto da minha maior paixão. Também não é novidade – para quem me conhece melhor – que os meus preferidos (já um tempinho) são da linha "New Adult". Por conta disso, sábado passado fui à Saraiva do Shopping Rio Sul para participar do Clube do Livro, onde o tema era justamente este.

 

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Já tinha ouvido falar do Clube do Livro Saraiva porque alguns conhecidos já tinham ido e feito propaganda nas suas redes sociais. Já tive também a curiosidade de saber como era, mas por muitos motivos (normalmente profissionais) nunca tive a oportunidade de ir, até sábado passado. 

 

Como o tema era livros "New Adult" e entre eles estava os meus preferidos (Série Belo Desastre e Maddox Brothers) não iria perder a chance de estar perto de outros fãs dos Maddox (futuramente juro que irei escrever sobre todos eles para vocês) e ver o que falariam deles também. E foi uma experiência muito gostosa, que é exatamente o que contarei para vocês agora, mas primeiro falarei um pouquinho a história do Clube do Livro Saraiva.

 

O Clube do Livro Saraiva acontece todo mês e foi criado e é apresentado pela jornalista Frini Georgakopoulos e a própria explicou como é o Clube: "ele é realizado na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro e acontece há cinco anos (fará seis em julho próximo). O Clube aborda diversos livros da literatura mundial. O objetivo é buscar desenvolver o pensamento crítico em seus participantes e desmitificar alguns “pré-conceitos” literários. Não é apenas para falar sobre livros, mas para entender as entrelinhas, para se divertir, fazer novas amizades e descobrir (e aprimorar) o próprio gosto literário. A cada edição, é abordado um tema e diversos livros dentro deste tema. Nada é comentado sem antes ter sido lido e tudo que é lido será criticado por mim e pelos leitores do Clube – de forma construtiva, claro. Ao final do evento, são sorteados alguns exemplares dos livros para os leitores presentes. A entrada é franca". 

 

A jornalista também explicou que o Clube do Livro de sábado foi um pouco diferente, pois foi fechado somente com o Grupo Editorial Record para falar dos livros New Adult publicados por esta editora. Sendo assim, o Clube de abril contou com a participação da Tita Mirra. Normalmente, os temas são diferentes a cada mês, onde falam de livros de diversas editoras e não somente de uma. 

 

Bom, apresentado a vocês como tudo começou e aconteceu, é a minha hora de contar como foi a minha tarde de sábado e o que achei da dinâmica de como ocorreu esse Clube.

 

Fui muito sem ter grande noção do que aconteceria e nem como seria abordado o tema. O mais importante a ser dito aqui é que ocorre de maneira muito natural e descontraída. É claro que tem um roteiro, mas as pessoas podem opinar dos livros, falar o que pensa dos personagens, gritar quando aparece um livro que gostaram muito, fazer perguntas e conhecer novas pessoas com os mesmos interesses, pois ali na hora você acaba puxando assunto com quem nunca viu na vida.

 

Além disso, foram apresentados para nós quais são os próximos livros que serão publicados pelo Grupo Record e suas editoras, fazendo com que não só fiquemos sabendo das novidades como também já nos deixa preparados para os próximos livros que queremos e iremos ler.

 

As mediadoras do Clube este mês – Frini Georgakopoulos do cheiro de livro e Tita Mirra  do  rock'n romance – foram divertidas, interagiram o tempo todo com as pessoas, simpáticas e muito abertas a opiniões. Aliás, nada passa por elas. Se perceberem um comentário lá no fundão, elas repetem para todos de forma a fazer com que todos estejam conectados. Sem contar que demonstram mesmo muito prazer e entusiasmo por livros e pelo Clube, o que faz delas alguém bem próximas de nós que estamos participando. Sem contar que ainda teve vídeos, áudios e mensagens das autoras dos livros participantes, que fazem a gente ficar derretidos. 

 

Outro ponto muito importante do Clube do Livro Saraiva foi a oportunidade de conversarmos com uma Tradutora do Grupo Record, Cláudia Mello Belhassof, que nos contou como é o processo de tradução, suas dificuldades e alegrias. Para quem tem os livros prontos na mão não tem ideia de como o processo para que isso ocorresse não foi simples. Ter a oportunidade de conversar com alguém que faz parte disso é uma experiência muito necessária. Eu dei mais valor ainda para os meus livros depois de ouvir a Cláudia falar. 

 

O que não posso deixar de mencionar é como achei bastante interessante o fato do Clube ter já seu público certo. Para um país como o nosso que é conhecido pelo fato das pessoas lerem muito pouco, é maravilhoso ver que muitas pessoas disponibilizam tempo para ler e participar de eventos como este que falam de livros. E pelo o que percebi do encontro as pessoas leem muito e estão muito ligadas nas novidades do mundo editorial. Isso mostra que não somos ainda um país de leitores, mas podemos chegar lá. Estamos no caminho certo.

 

O Clube do Livro Saraiva é algo que quem tem a chance precisa participar. Fui sem esperar muito e já estou aqui me programando para o próximo, que será mês que vem. Quem estiver no Rio ou for do Rio não percam essa oportunidade de diversão e conhecimento. Quero companhia certa para o próximo. Alguém se habilita?

 

 

Links para vocês acompanharem o Clube do Livro Saraiva:

Evento de maio - https://www.facebook.com/events/102486936750164/ 

Página do Clube - https://www.facebook.com/ClubeDoLivroSaraivaRj 



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Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

Entrevista com Taísa Luciano

1) Quando foi que seu gosto por histórias surgiu (como leitora e como escritora)?
 Comecei a me interessar por livros muito nova! Minha primeira escola e minha família me incentivavam a ler muito! Escrever também sempre fez parte da minha vida, desde redações escolares, até  romances, quando cresci um pouquinho hahaha

2) Houve algum momento que se deu conta que os livros seriam o seu futuro ou foi algo natural?
Foi muito natural. Quando lancei Florita, achei que só minha família e meus amigos leriam! Mas a coisa foi se espalhando tanto pela internet, como nas Bienais das quais participei, e hoje gente de todo o país vem dizer que leu minha história! Espero que continue assim no futuro também!

3) Você escreveu o  livro "Florita: uma vida, um amor" muito nova. Com certeza muitas pessoas estranharam o fato de tão nova gostar de criar histórias e ter a vontade de passar isso para o papel. Nos conta qual foi sua inspiração e como foi o processo de escrever e publicar o livro.
Pois é, as pessoas estranham mesmo! Quando conto sobre o livro, a maioria me pergunta se é se poesia e quando digo que é romance, todo mundo se espanta hahaha Então, quando eu tinha 13 anos, a escola pediu para que escrevêssemos 7 páginas do diário de uma personagem inventada por nós. Criei Florita e seus amigos e decidi que continuaria a contar sua história, independentemente do trabalho de escola. Aí tudo surgiu e virou um livro completo!

4) Você está lançando um novo livro "Era uma vez um romance carioca". Qual a diferença que ocorreu para você do primeiro para o segundo livro? O que você destaca de positivo?
Acho que tive um amadurecimento emocional. Me dediquei mais com a escrita, na construção dos fatos, procurando a melhor forma de criar uma narrativa leve, gostosa e bem estruturada. Espero ter conseguido! Hahaha

5) Ao ler "Florita" percebi que é uma paulista apaixonada pelo Rio. Pelo nome do novo romance ("Era uma vez um romance carioca") dá para chegar a conclusão que não estou tão errada assim. De onde vem esse amor pelo Rio? Por que escolhe-lo para escrever seu livro?
Você está certa, amo o Rio, e não tenho explicação para esse amor todo! Nasceu comigo e me faz sentir parte de lá, da sua cultura rica, e do modo leve de carioca viver a vida. Nessa segunda obra, fui ao Rio pesquisar lugares e fatos da primeira década do século passado, para poder deixar o livro bem embasado na realidade, e espero que ele seja bem aceito, afinal foi concebido com muito amor por essa cidade tão maravilhosa!

6) Espera ser uma escritora a vida toda e viver disso ou os livros serão como um hobby?
Espero continuar como escritora e também trabalhar como atriz, afinal é a faculdade que estou cursando!

7) Quando está escrevendo, se preocupa com o que os outros vão pensar dos seus romances ou escreve pensando em fazer, principalmente, feliz a si mesma?
Olha, escrevo pra me salvar! Posso colocar no papel o que quiser, para qualquer um ler, e acredito que essa seja uma das maiores liberdades que existem. Isso me faz bem, me deixa feliz e realizada! Mas não é por isso que deixo de me preocupar com o que os outros vão pensar. Meu único desejo é agradar e tocar as pessoas com minhas histórias!

8) Se pudesse escolher uma palavra ou expressão para descrever o que os livros são para você qual seria?
Meus bebês!

9) Quais são os próximos planos literários? 
Estou escrevendo meu terceiro livro, um romance policial e já tenho planos para próximas obras!

10) Deixe um recado para os leitores do blog.
Amei dar a entrevista, amo esse blog fofo, e aos leitores do Palavras ao Vento: leiam bastante, e se possível, conheçam Florita e Era Uma Vez Um Romance Carioca, acredito que vão gostar muito! Obrigada!!!

Taísa

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Sábado, 18 de Abril de 2015

Resenha "Profundamente Sua" - Sylvia Day

Sinopse: Ele era minha droga, um vício que eu não tinha a menor vontade de largar. Gideon Cross era tão bonito e notável por fora quanto atormentado e problemático por dentro. Ele era uma chama ardente e viva que me consumia no prazer obscuro de uma paixão enlouquecida. Eu não conseguia me afastar dele. E não queria. Ele era meu vício? Meu desejo? Ele era meu.Tínhamos passados complicados. Nunca daríamos certo juntos. Era difícil demais, doloroso demais... Mas às vezes parecia perfeito. Os momentos em que nos deixávamos levar por nosso desejo desesperado eram maravilhosos. Acabaríamos escravos da necessidade, e nossa paixão nos levaria além dos limites da mais doce e perigosa obsessão...

 

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Depois que se ler "Toda Sua" fica impossível não querer saber a continuação da história. A autora escreve tão bem que deixa um quê de curiosidade, angustia, necessidade de saber como Gideon e Eva conseguirão levar a diante essa história conturbada, mas necessária, pois em pouco tempo é possível ver que tem muito tesão e tensão entre os dois, mas muito amor também. 


É exatamente o livro o quanto perigosa é essa paixão, que mexe com muita inveja, muitos ex-amores e, principalmente, cada vez mais com seus passados. É, por enquanto, o livro mais intenso da Série e os principais acontecimentos e torcidas acontecem justamente aqui. Também é o livro que começa a ficar claro como Gideon quer salvar Eva de seu passado e Eva, por sua vez, salvar Gideon do seu, mas ambos não percebem que precisam se salvar primeiro de seus passados por si só e não se esquecendo de si pelo outro.
Nesse livro é quando passamos a ver um Cross menos mandão no que diz respeito à Eva e mais sensível para o relacionamento, sendo capaz das loucuras mais inimagináveis pela felicidade de sua amada. Também é nessa parte da história que Eva resolve encarar todos aqueles que fazem/ fizeram mal ao Gideon para que seu amor se livre do passado e da culpa.


Entre muita diversão, tensão, expectativa e vários acontecimentos que podem mudar a história, inclusive os mais picantes que marcam a leitura como Hot, os protagonistas podem não sobreviver a tanta coisa negativa que os cerca, e a necessidade de terem o seu espaço no meio de toda a situação que vivem só pode piorar tudo. Melhor livro da Série Crossfire, porque apresenta com muita lucidez toda a problemática que terá que ser resolvida daqui por diante. 

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