Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013

Perdida

Sinopse: Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.

 

Carina Rissi - Perdida.jpg

 

 

Acabei de ler “Perdida” e estou maravilhada. Mais que isso: eu é quem estou me sentindo perdida. Sabe aquele livro que você quer ler mil vezes? É esse! Mais ainda, sabe aquele livro que você quer que sua filha leia, sua neta leia, sua bisneta leia... um clássico que seja uma tradição de família? “Perdida” está nessa minha lista pessoal. O que eu desejo para essa obra é que ela ultrapasse o tempo e emocione, alegre e deslumbre muitas muitas e muitas pessoas por muitos muitos e muitos séculos.

 

Um texto muito bem escrito que tem como maior característica o poder de não fazer você parar de ler. Sabe aquela coisa de você devorar o livro? Pois bem, nesse caso, o livro é quem te devora. É uma mistura de euforia, alegria, interesse, conquista e muita emoção. Risos e lágrimas fazem parte e, muitas vezes, se confundem.  Não tem como não se envolver por todos os personagens da história. Não há como não se apaixonar pelo casal principal. É uma torcida que chega a fazer suar, fazer cara feia, dar muitas gargalhadas, abrir os mais belos e sinceros sorrisos, derramar as mais genuínas lágrimas, sentir aquela dor no coração e ter reações como se aquela fosse a sua própria história.  É isso aí mesmo! A gente torce tanto porque parece que fazemos parte da história.

 

Aprendi com esse livro que o mundo muda, os valores mudam, as pessoas mudam, mas amor é um sentimento com o mesmo significado sempre. Entendi que realmente vivemos com coisas tão supérfluas e que a colocamos como as coisas essenciais da vida. Compreendi que amor e paixão devem mesmo andar juntos. Paixão sem amor não dura muito. Amor sem paixão sobrevive normalmente, mas os dois juntos formam uma dupla capaz de mudar vidas. E, por último, confirmei que amizades sobrevivem SEMPRE independentes de tempo ou distância. E essas lições só foram possíveis, acredito eu, porque eu tenho muito (mas muito mesmo) da Sofia.

 

Vou guardar esse livro para sempre no meu coração. Eu sempre fui uma viciada em livros. Desde...sempre! Quando criança, antes de aprender a ler, via as figuras e inventava a história da minha cabeça mesmo. Por conta disso, tenho um pequeno acervo de livros preferidos. “Perdida” agora faz parte dele.

 

Outro ponto que gostaria muito de ressaltar é o orgulho de ser uma escritora brasileira. Com certeza poucas pessoas deram tanta importância para o livro por conta disso. Lê-lo só me fez ter mais certeza que a Literatura Brasileira não está perdida. Há muitos livros bons escritos por brasileiros, provando que os tempos mudaram, que não existem mais Machado de Assis, José de Alencar, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Graciliano Ramos ou Jorge Amado, mas que as grandes histórias ainda podem ser escritas aqui no nosso próprio país.

 

O que tenho a dizer para vocês é: LEIAM! Tenho certeza que será amor a primeira vista por Sofia e, principalmente, Ian.  Vocês não vão se arrepender!!!

 

A autora Carina Rissi quero deixar o meu muito obrigada por essa história linda e mágica! Antes de escrever procurei algum palavra melhor que obrigada, mas não encontrei. Talvez servisse "valeu" como a Sofia tanto diz, mas o significado seria o mesmo no final hahahaha. 

Se a intenção dela era fazer uma pessoa que fosse feliz com seu livro... Parabéns! Ela atingiu seu objetivo com louvor, porque "Perdida" me fez muito feliz!!! 

 

sinto-me:
publicado por criando às 22:10
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Segunda-feira, 5 de Agosto de 2013

Se eu fechar os olhos agora

Indicação de livro: Se eu fechar os olhos agora.
Autor: Edney Silvestre 

Minhas impressões sobre o livro: É um romance por gênero e não porque tem um casal apaixonado e que deseja um amor eterno. Quem ler a sinopse perceberá que a história acontece em torno de um crime. Eu acrescento que acontece porque a história tem, acima de tudo, uma amizade muito bonita, genuína, espontânea, reveladora, descobridora e comovente de dois meninos de 12 anos. Uma amizade, aliás, daquelas típicas que todo mundo quer ter na vida. 
Tem um texto fácil, dinâmico, inteligente, com os detalhes necessários e que nos faz envolver no todo. A gente procura explicações sobre o crime, mas sempre há uma surpresa vinda para nos fazer refletir novamente. Tem um desvendar surpreendente e um final lindo, como uma grande amizade precisa ter.

Sinopse: A estreia do jornalista Edney Silvestre na ficção, com a obra Se Eu Fechar os Olhos Agora, rendeu ao autor o 52º Prêmio Jabuti na categoria romance. Para tanto ele superou escritores do calibre de Chico Buarque, que concorreu com o livro Leite Derramado, e de Luis Fernando Verissimo, com seu Os Espiões, que ocuparam a segunda e a terceira posição na premiação.
Após a publicação de três volumes contendo crônicas, memórias e reportagens, o jornalista elaborou uma narrativa que retrata os confrontos vividos no Brasil dos anos 60, marcados pelas arbitrariedades, torturas e crimes políticos. Assim, Edney flagra, em sua obra, dois garotos de 12 anos, habitantes de uma cidadezinha do Rio de Janeiro, outrora região dominada pelo cultivo do café.

Os protagonistas se deparam, no mês de abril de 1961, pouco antes da instauração da Ditadura Militar, com o corpo de uma mulher, cortado em pedaços, na beira de uma lagoa. Eles não aceitam a justificativa oficial do assassinato, que incrimina o cônjuge da vítima, um dentista, considerado fisicamente incapaz, pelos adolescentes, de ter cometido o crime; a motivação seria uma crise de ciúmes.

Os meninos se unem a um idoso que habita no asilo do mesmo município, um antigo prisioneiro político durante a Ditadura do Presidente Vargas, e passam a procurar clandestinamente os verdadeiros culpados. Os garotos pertencem à classe média baixa, em uma cidade ainda dominada pelo sistema coronelista; um é descendente de açougueiro, e o outro de um trabalhador da ferrovia local.

A história acompanha o desenvolvimento emocional dos dois, que passa por vias sinuosas, desde um estado de inocência original até a perda desta condição, quando eles descobrem o que realmente aconteceu. A verdade envolve a revelação de eventos político-sociais que caminham nas sombras, a manifestação de uma realidade que oculta, entre outras coisas, a hipocrisia da sociedade local.

Neste enredo comovente o escritor demonstra, do alto de sua vivência jornalística, que as aparências sempre ocultam uma realidade paralela, na qual os fatos transcorrem bem distantes do olhar público. Esta é uma das facetas existenciais que se desvela diante da mente atenta e curiosa dos dois protagonistas.

De um lado, tudo parece se desenrolar inocentemente, como se o mundo passasse por um reencantamento. O Homem se dirige à Lua, representado pelo russo Yuri Gagarin, e essa viagem descortina novas promessas no campo da tecnologia, além da possibilidade de um mundo melhor.

De outro, os meninos se defrontam com violência, crueldade, um poder inacessível, capaz dos piores crimes, que normalmente permanecem impunes, tudo mesclado a perversões sexuais, deterioração da vida política, em um contexto histórico no qual o país ingressa na era industrial.

Edney Silvestre teceu sua obra ao longo de seis anos, dosando ingredientes de uma boa novela policial, dados históricos e romance de formação, gerando, assim, uma narrativa arrebatadora e pungente, capaz de prender o fôlego do leitor das primeiras páginas até a última linha; além disso, feito extraordinário, conquistou de tal forma a crítica que o livro lhe valeu o cobiçado Prêmio Jabuti.

 

 

sinto-me:
publicado por criando às 20:44
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