Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

Só gosto de garoto errado

Sinopse: O bem-sucedido livro Freud, me tira dessa! Agora aborda, com o mesmo bom humor, o universo adolescente. Ela sonhava em encontrar um príncipe, mas só achava sapos. E aí, Freud, dá para tirá-la dessa? Priscila é uma garota que tem tudo para estar com alguém legal, mas perde tempo com os caras errados. De nada adianta acordar cedo para fazer escova no cabelo, mostrar-se divertida, não alterar o tom da voz e armar mil estratégias com as amigas para se aproximar dos caras, eles simplesmente não dão a mínima para ela. No divã, Pri descobre que talvez não sejam os caras os errados, mas ela mesma. Começa então um processo de mudança na forma de encarar a própria vida, livre de mágoas e de esperas fantasiosas.

 

 

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    Eu sei que estou um pouco velha para ler livros de crianças/adolescentes, mas o que posso fazer se gosto de recordar, reviver, relembrar e “re-apaixonar”? E além do mais, quando somos leitores não temos idade definida, podemos ser quem quisermos e nos aventurar onde nos traz felicidade. Por isso gosto dessa literatura e gosto mais ainda de compartilhá-la.

    O livro “Só gosto de garoto errado” da autora brasileira Laura Conrado surgiu de um pedido. Ela já é conhecida com outros dois livros voltados para a faixa etária adulta, “Freud me tira dessa!” e “Freud me segura nessa!”, e por fazer sucesso, uma adolescente pediu que fizesse livros da mesma temática, mas para a galerinha da fase difícil chamada adolescência. A autora gostou do desafio e criou a série “Freud, me tira dessa! Teen #1”.

    O primeiro livro da série é tudo que um adolescente é. Tudo mesmo: intenso, problemático, sonhador, teimoso, alegre, espontâneo, livre e com uma energia imensa. Mostra como tornamos um probleminha pequeno num problemão enorme, como demoramos a perceber as coisas por causa da imaturidade, como se desenvolve as grandes amizades da vida e como o amor da sua vida não é o príncipe encantado. Essa história mostra como deixamos de ouvir para falar, como não escutamos conselhos (pelo menos não de quem devíamos) e como a vida passa rápido.

    É uma história de amigas que passam o tempo todo com os conflitos, dores, amarguras, incertezas, sorrisos, vitórias, fracassos, arrependimentos e amadurecimentos típicos dessa fase da vida. Tem um diálogo rápido, gostoso, engraçado e fácil. Mostra exatamente a linguagem e dinâmica da adolescência.

    Indico porque além de ter me tornado fã da autora, tenho certeza que a galerinha dos 14 aos 18 vão se ver nesse livro. As meninas principalmente. Vão ver que não são únicos no mundo, que esses problemas são típicos da idade e que viver é mesmo uma grande aventura. E os que já não forem adolescentes, é uma leitura para lembrar como foi o seu passado, a construção de quem você é, rir muito das loucas histórias passadas e repetir muitas vezes: “Isso já aconteceu comigo”, “Isso eu já fiz”, “Isso eu já falei”, “Minha amiga passou por isso”. Aproveitem a dica principalmente rir muito. Afinal, quem já não gostou do garoto errado?

publicado por criando às 18:58
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Domingo, 18 de Janeiro de 2015

A família Béiler

Sinopse: Toda a família Bélier é deficiente auditiva, com exceção de Paula (Louane Emera). A jovem de 16 anos é a intérprete oficial dos parentes e figura fundamental na administração da fazenda. Vive em função disso até o dia em que descobre ter um dom para o canto e decide participar de um concurso da Radio France, para desespero da família.

 

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    Sinceramente, não dava nada pelo filme. Fui mesmo ao cinema porque é uma comédia e eu queria rir. Quando li a sinopse até achei que poderia ser divertido, mas não coloquei tanta fé que seria um filme que valesse a pena. Mas valeu. Valeu muito a pena.
 
    É uma história simples, gostosa, divertida, expansiva, emotiva e, porque não dizer, informativa. Você descobre, conhece e percebe melhor o mundo surdo-mudo e também entende que apesar de ser um mundo tão diferente das pessoas sem deficiência auditiva, também possuem uma vida muito igual: medos, fracassos, insucessos, alegrias, desejos, sorrisos, vitórias. Mostra o quanto o preconceito é visível e mesmo assim não enxergamos.
 
    A família Béiler no fim das contas “dá conta do recado” através do seu trabalho e da “sorte” (quem ver o filme vai entender porque eu coloquei sorte entre aspas) de ter uma filha que não é surda. E são como qualquer outra família: tristezas, alegrias, aborrecimentos, problemas, descanso e superação. Tudo parece estar em paz e harmonia até que a filha Paula, personagem importantíssima para o funcionamento de tudo referente aos Béiler, descobre um talento inegável para a música. E bota talento nisso!
 
    A partir desse momento o que era calmaria passa a nos gerar muitos momentos divertidos, gargalhadas gostosas e lágrimas de emoção. Apesar de simples, é uma história envolvente, até porque a maioria das pessoas têm família e sabem as delícias dos prazeres e desprazeres do convívio e desse amor sem medidas. Não tem como não se sentir um pouquinho deles, refletir sobre a sua própria família, o relacionamento que há entre seus membros e como reagimos a situações que tragam novidades e nos tirem da nossa zona de conforto.
 
    É uma história linda de vidas, pessoas, sentimentos e que nos surpreende com um final emocionante, acolhedor e puro. Sai do cinema ainda com lágrimas nos olhos e agradecendo por ter tido a ideia de querer ver uma comédia. Agradeci a mim mesma por ter escolhido essa comédia. Pode ser que outras pessoas vejam o filme não sintam o que senti, mesmo assim, para mim, foi um dos melhores filmes que já vi na vida. Recomendo muito a todos!

    Você, você mesmo que está sentadinho ou deitadinho lendo essa resenha, por favor, dê uma chance à família Béiler. Dá uma chance ao seu coração, a sua lágrima e a vocês mesmo, como eu fiz. Ótimo filme para você! Divirta-se!!

 

publicado por criando às 20:05
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2015

Fala Sério, Professor!

Sinopse: Amor, carinho, compreensão e, claro muitas, muitas brigas. Brigas importantes, bobas, engraçadas, memoráveis. Só variam conforme a idade. Boletim, arrumação do quarto, namorados, legumes, viagens, hora de chegar das festas... tudo é motivo para pelejas domésticas. Na primeira metade do livro, os textos mostram o ponto de vista da mãe. Mas depois do primeiro beijo, aos 12 anos, é Maria de Lourdes (ou Malu, como ela prefere) quem assume a narrativa.

   

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    A minha dica de hoje é o livro “Fala Sério, Professor” da autora Thalita Rebouças. Não sou mais criança e nem adolescente, mas confesso: admiro muito essa autora e sempre me divirto muito com suas histórias. Ela tem o dom de escrever fácil e de fazer a gente relembrar ou reviver momentos comuns na vida de qualquer pessoa.          

    “Fala Sério, Professor” é bem isso. Independente se você tem 10, 17 ou 30 anos, em algum momento (eu diria até alguns...) do livro você vai se identificar com algum professor que a personagem principal teve. Vai ter aquele momento que você vai pensar: “Eu já tive um professor que era assim mesmo”. Como sou professora me identifiquei ainda mais e pude me ver nos dois lados da moeda (o que mostra que a dica é, no fim das contas, para todos).

    Com uma escrita leve e divertida, não tem como não se envolver com as histórias malucas de Malu e sua melhor amiga (aliás, uma marca registrada da série “Fala Sério”). É simples, direto e deliciosamente engraçado. Numa época onde crianças e adolescentes são forçados a ler só clássicos ou acabam sendo um tanto “precoces” e lendo livros estilo “Cinquenta Tons de Cinza”, vale a pena falar de livros próprios para eles, com suas linguagens, manias, dilemas, problemas e angústias.

    Venham conferir! Tenho certeza que irão conhecer toda série. Isso se não quiserem conhecer todos os livros da autora. Se deliciem com esse mágico e problemático mundo que só os menos de 18 anos conseguem viver com tanta beleza, ainda mais quando ela pode estar inserida na sua literatura de cabeceira.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por criando às 20:01
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