Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

Resenha "Para Sempre uma Lembrança" - D.S. Neves

Sinopse: Ashley sempre foi uma garota apaixonada pela dança, desde a infância. Participar de várias disputas como dançarina era parte de sua vida. Sua Paixão. Até o dia em que o seu sonho de vida e família perfeita são destruídos. Anos se passam e Ashley se torna uma estudante de arquitetura. A dança já não faz parte do seu dia-a-dia. Acreditar em amor verdadeiro? Jamais. Mas o que ela não contava, era que um belo rapaz, conhecido como um dos mais charmosos em toda a faculdade, iria mudar sua vida completamente.

 

Esse livro não é uma literatura fantástica com criaturas sobrenaturais, super-heróis com grandes poderes jamais imagináveis e capaz de salvar o mundo. Não tem tensão e nem vilões de dar medo. Mesmo assim fala de anjos. Não esses anjos de harpas e que vivem nas nuvens e nem anjos caídos que tentam redenção. Mesmo assim, fala de anjos. Você acredita neles? Bom, eu, não sei se os vejo exatamente como os fofinhos, que moram nas nuvens, mas acredito muito nesses que o livro "Para Sempre uma Lembrança" retrata. E acredito que se vocês lerem o livro vão acreditar ou pelo menos querer acreditar neles.

Ashley era uma menina muito feliz, que amava muito a dança e vivia na família perfeita. Até que uma grande rasteira da vida muda tudo isso. A dança perde a paixão, o coração endurece, o pai vira uma grande mágoa, a família fica incompleta, ela deixa de acreditar nos outros e até um pouco nela mesmo. Não vira uma pessoa totalmente sem coração, afinal, ainda tem uma mãezona e dois irmãos incríveis, que são tudo para ela, mas passa a ser uma pessoa com um pé atrás. Muitas vezes, com os dois pés atrás.

Ela tem descendência brasileira (sua mãe e família materna), mas não vem ao Brasil desde a adolescência, quando perdeu a avó e o avô materno. Por isso, a história se passa nos Estados Unidos, onde ela nasceu e viveu toda a sua vida. Mais especificamente, a história se passa quase toda no Campus de sua faculdade, onde ela estuda arquitetura e mora com sua melhor amiga de anos, Michelle, mais conhecida como Mia.

Mia é totalmente ao contrário de Ashley. Toda atirada, sorridente, gosta de curtir a vida. Ao chegarem ao Campus, por pura questão de destino (ou sorte ou mãos de Deus ou o Universo à favor ou qualquer coisa do tipo), William, ou simplesmente Will, um estudante de engenharia perfeito, dono do sorriso mais lindo do mundo, coração de outro e capitão do time de Futebol Americano da Universidade, entra na sua vida porque deu sem querer uma bolada em Ashley. Ela, sem saber do quanto ele é especial, acaba arrumando uma "briga" com ele por conta da bolada e é a partir daí que suas vidas ficam entrelaçadas para sempre. Por pura sorte de Ash (como ela é chamada pelas pessoas próximas).

Não demorou muito para que Ash fizesse amizades em suas aulas. As primeiras foram Noah e seu namorado Mike. Pessoas muito do bem, foram sempre amigos de verdade e, principalmente Noah, é um personagem secundário hilário. Outro personagem secundário que nos conquista é Ian, melhor amigo de Will e também jogador do time da Universidade, faz as meninas pirarem, inclusive Mia. Fiz esse parágrafo para apresentá-los por dois motivos: o primeiro porque a autora fez com esses personagens fossem muito bem construídos e bem desenvolvidos e aproveitados no enredo. Segundo, porque essa é também uma história de amizade, então, esses amigos de VERDADE precisam ser exaltados.

Mas voltando para Will e Ash...

Mesmo já fazendo amizades, o jogador de futebol não sai da sua vida. Novamente o destino entra em ação e os coloca numa mesma disciplina. Ela que achava estar livre dele, nem imaginava que agora ele passaria ser parte dela. Com o passar do tempo e muita insistência de Will, que percebe que Ashley é diferente desde o momento que a conheceu, os dois se aproximam e viram grandes amigos.

Só que viver como um homem como ele e não se apaixonar é muito difícil. Ele não é mesmo só um rostinho e corpinho bonito, e nem só um garoto muito popular na faculdade. Com o tempo, ela percebe que ele é uma das pessoas mais maravilhosas que ela conheceu na vida: inteligente, carinhoso, engraçado, otimista, caridoso e pronto para fazer todos a sua volta feliz. O coração tão duro e sofrido de Ash balança, se rende e se apaixona. De início, com medo de soltar as amarras de suas decepções, ela luta contra esse sentimento, mal sabe ela que ele sente o mesmo e passou a viver por ela.

É justamente ele que trás de volta tudo que ela perdeu, tudo que ela deixou escapar, tudo que ela já não acreditava e tudo aquilo que ela deixou de sonhar. Foi ele que trouxe luz, sorrisos, gargalhadas, corações disparados, amizade, amor, dedicação, a dança, um novo sopro de vida para aquela garota que tinha perdido um pouco da sua força para as dores que o passado cravou. E ela reaprendeu, reacendeu, reanimou todas as suas forças, suas paixões, sua vontade de viver e acreditar nos sonhos. Ele foi o seu anjo, aquele anjo que falei no início do texto, e ela foi salva pelo amor.

Esse livro poderia ser só mais um New Adult gostoso e fácil de ler, com um romance divertido, personagens lindos, sorrisos sinceros, muitos "Owwwwwnnnnnn" e deixar seu coração repleto. Ele até é tudo isso, mas ele também é muito mais. É um livro de superação, redenção, fé, amor, amizade, sonhos, vida, perdão, família, princípios, de anjos em forma de pessoas, que vem para a sua vida para te trazer a mais simples e genuína felicidade. Ele poderia ser mais um desses muitos New Adult que eu amo, mas "Para sempre uma lembrança" veio para me marcar profundamente.

Inclusive, quando comecei a ler o livro achei que o nome fosse por causa da dança e só no final entendi que era um motivo muito além, mais forte e mais profundo. Aliás, quando você chega ao final, é que percebe que o livro é cheio de entrelinhas. Alguns pedaços do quebra-cabeça ficam ao longo do texto e só lá no finalzinho você junta tudo e consegue ver a imagem, nesse caso, a mensagem real da história.

Vou admitir: é um livro, afinal, triste, pois tem um final triste. Chorei muito (muito mesmo. Só não coloco a foto aqui porque estou com cara de brócolis em decomposição rs) e não queria esse final. Não porque ele não faça sentido ou porque ele estrague a história, pelo ao contrário, esse final que faz todas as lições do livro serem abertas para nós e faz a Ashley aprender a reviver, mas mesmo assim foi muito sofrido para mim.

Confesso também: até dormi mal pensando em tudo que passei lendo essas páginas e, de verdade, esse livro ainda não saiu de mim. Eu terminei, mas as reflexões, o coração apertado e a emoção ainda estão bem vivos em mim.

Já li alguns livros este ano e lerei mais alguns ainda. Sei que ainda vou gostar de muitas outras histórias e que ainda estamos em maio, mas, sem sombra de dúvidas, se no final do ano eu fizer uma lista dos melhores, "Para Sempre uma Lembrança" estará presente.

D.S. Neves, ou simplesmente Day (eu me achando íntima da autora rs), obrigada pela ressaca literária. Seu livro é daqueles que valer a pena é uma expressão muito corriqueira para ele, mas por falta de uma melhor, é o que posso dizer. E desculpa a minha mensagem de madruga, chorando, quando eu terminei de ler o livro. Precisava contar o quanto amei.

O Will não existe de verdade. Eu não estarei com ele algum dia. No entanto, ele me marcou muito. Acho que nunca vou conseguir esquecê-lo. Eu posso fechar os olhos, que consigo imaginar seu sorriso, sua gargalhadas, suas lágrimas e seu olhar cheio de luz. Volto a dizer: ele não é um CEO milionário, um bad boy que acaba com corações e nem um super-herói de deixar pernas bambas. Ele é um anjo. Um anjo humano, simples e único.

 

 

 

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

Resenha "O Cortiço" - Aluísio de Azevedo

Sinopse: conta a história do caminho que João Romão percorre para ficar rico. Para conseguir atingir esse objetivo, ele, que é o dono do cortiço, explora os seus empregados e até comete furtos. A sua amante, Bertoleza, trabalha continuamente, sem folgas ou descansos. Ao lado do cortiço mora Miranda, um comerciante bem sucedido, que entra em disputa com João Romão por uma braça de terra que quer comprar para aumentar o seu quintal. Como eles não entram em acordo, eles rompem relações. Movido por uma extrema inveja de Miranda, João passa a trabalhar arduamente para conseguir ficar mais rico do que o seu rival. Quando Miranda recebe o título de barão, aos poucos João percebe que não basta apenas ganhar dinheiro, mas também participar ativamente da vida burguesa, como ler livros e ir ao teatro, por exemplo. O relacionamento entre Miranda e João Romão melhora quando João passa a tentar imitar as conquistas do rival, tanto que o cortiço passa a ser um lugar mais organizado e agradável e passa a se chamar Vila João Romão. João começa uma amizade com Miranda e pede a mão de sua filha em casamento, mas tem Bertoleza atrapalhando os seus planos. Dessa forma, João a denuncia como escrava fugida, e em um ato de desespero, ela acaba cometendo o suicídio. Assim, ele fica livre para se casar e se encerra O Cortiço.

O Cortiço é um livro que foi escrito no ano de 1890, por Aluísio de Azevedo, um grande autor da nossa literatura, que mostrou as relações humanas de uma forma muito crua e real. Na época do lançamento o livro, este chegou a ser tratado como melhor do que muitos outros livros de autores, como Machado de Assis, devido a pertencer a escola naturalista, de grande prestígio na Europa e que ganhava força cada vez maior aqui no Brasil. A história se passa no Brasil, durante o século XIX, sem data precisas, mas no livro mostram características bem próprias deste século como costumes, alimentação e vestimentas. Há dois ambientes que são explorados: o cortiço e o sobrado do comerciante Miranda e sua família, que fica ao lado do cortiço. E nesse contexto que tudo será desenvolvido. Não demorou muito para que O Cortiço estivesse nas casas e arrancasse da sociedade da época críticas positivas e negativas.
A obra é narrada em terceira pessoa, com o narrador onisciente, ou seja, ele tem conhecimento de todos os acontecimentos, sejam ações ou pensamentos. O narrador tem grande poder na estrutura da história e pode, aparentemente, parece para os leitores ser imparcial, mas na realidade ele entra diretamente em diversos pontos da narrativa, tornando a narrativa próxima o bastante da realidade daquele momento do país. 
O tempo é trabalhado de modo linear, com início, desenvolvimento e final da narrativa, uma narrativa comum, mas com seus detalhes próprios de verdade, personagens muito rico, com efeitos, qualidades, sentimentos, ambições, exatamente como é e deve ser um Ser Humano. E é exatamente essa questão de mostrar o Homem, a Sociedade, os preconceitos, as modas e a hierarquia de uma maneira tão sedutoramente verdadeira e fiel a realidade do cotidiano e das emoções, que faz este livro ser, para mim, um dos maiores clássicos da nossa literatura e, Aluísio de Azevedo, um dos maiores nomes deste cenário.
 
Recomendo. Aliás, acho extremamente necessário que as pessoas tenham contato com esta obra e você como sempre foi cruel, desorganizada e sentimental as relações entre pessoas, meio, consciência e valores.
 
 
"Uma bela noite, porém, o Miranda, que era homem de sangue esperto e orçava então pelos seus trinta e cinco anos, sentiu-se em insuportável estado de lubricidade. Era tarde já e não havia em casa alguma criada que lhe pudesse valer. Lembrou-se da mulher, mas repeliu logo esta ideia com escrupulosa repugnância. Continuava a odiá-la. Entretanto este mesmo facto de obrigação em que ele se colocou de não servir-se dela, a responsabilidade de desprezá-la, como que ainda mais lhe assanhava o desejo da carne, fazendo da esposa infiel um fruto proibido. Afinal, coisa singular, posto que moralmente nada diminuísse a sua repugnância pela perjura, foi ter ao quarto dela."

 

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

Resenha do filme "Meu Primeiro Amor"

Sinopse: Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), uma garota de 11 anos, é obcecada com a morte, pois sua mãe morreu e seu pai, Harry Sultenfuss (Dan Aykroyd), é um agente funerário que não lhe dá a devida atenção. Vada é apaixonada por Jake Bixler (Griffin Dunne), seu professor de inglês, e no verão faz parte de uma classe de poesia só para impressioná-lo. Paralelamente é muito amiga de Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), um garoto que é alérgico a tudo. Quando Harry contrata Shelly DeVoto (Jamie Lee Curtis), uma maquiadora para os funerais, e se apaixona por ela, Vada se sente ultrajada e quer fazer qualquer coisa que estiver em seu poder para separá-los.

 

Quem nunca teve um amor de infância? Mesmo aqueles mais bobinhos, mas que ainda arrancam sorriso do rosto ao lembrar da pureza e da inocência divertida daquele momento? Quem nunca teve um grande amigo de Infância, capaz de marcar a sua vida inteiramente, mesmo que esse já não esteja nela? Acho que todo mundo, ou quase todo mundo. Este filme fala justamente da junção desses dois elementos: o amor tão ingênuo, mas gostoso da infância e do amigo querido que viveu, marcou e jamais sairá da sua história.

 

Vada e T.J. são inseparáveis. Amigos desde sempre (pelo menos é a impressão que o filme passa), estudam, se divertem, passam os dias e horas, as incertezas, gostosuras e desgostos da infância juntos. Os verdadeiros amigos do peito. Eu diria até da alma. Ele atura o jeito mandão de Vada e ela o atura com todas as suas alergias. O que parece uma história boba, vira uma história muito singular.

 

A menina sofre com a perda muito prematura da mãe - que morreu no seu parto - e as dificuldades que é ser criada só pelo pai e tio - pois a avó já é muito idosa. Seu pai é um homem de negócios, voltado totalmente para sua funerária. Não chega a ser um pai ruim, mas também não é dos mais carinhosos. Mesmo assim, é o que ela tem e, por isso, ela preza por sua família. Com a chegada da maquiadora Shelly tudo muda. O coração do pai antes tão endurecido pela vida volta a se derreter e as emoções de Vada ficarem instáveis. O que faz com que T.J. mais uma vez mostre sua grande e fiel amizade.

 

Para tentar mostrar a maquiadora de quem é a família, a menina passa a tentar de tudo, inclusive, se espelhar na própria Shelly ao cismar em conquistar seu professor, por quem é apaixonada. Outro ponto também muito marcante de muitas infâncias. Afinal, quantos de nós realmente acreditamos na primeira fase da vida que aquela pessoa já adulta é o amor de nossas vidas e que um dia ficaremos juntos para sempre? 

 

Só que em meio a toda essa confusão emocional, Vada acaba tendo um perda irreparável e insubstituível. Aquele a quem ela mais confiava, guardava, talvez até amada se foi sem se despedir, sem que ela pudesse dizer em palavras o quanto ele era muito importante para ela. T.J. vai deixando um lugar no coração dela como amigo, companheiro, confidente e um grande amor. Parece até estranho falar disso ao se tratar de duas crianças, mas é exatamente assim que acontece, de uma forma leve, fácil e muito simples. Às vezes, na vida, não temos tempo de dar valor a quem merece nosso melhor. E, sem sombra de dúvidas, a "despedida" de Vada e T.J. é uma das cenas mais lindas, tristes e comoventes que eu já vi num filme.

 

Por incrível que pareça, é também a perda de seu melhor amigo que faz Vada perceber as pessoas e amadurecer alguns sentimentos, deixando de lado tudo aquilo que a atormentava e consumia. É uma história de amor, amizade, resgate, lições, família, esperança, valores. É uma história digna de um Primeiro Amor.
publicado por criando às 23:55
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

13º Evento da "Menina que comprava livros"

Sábado fui no 13º Evento da Menina que comprava livros, mediado e organizado pela blogueira Raffa Fustagno, na Livraria Travessa do shopping Leblon, RJ.

Já tinha ouvido falar sobre o evento? Já. Já tinha pensado em ir? Já. E por que não fui antes? Porque tinha vergonha. Até que minha amiga autora Jô Lima (muita riqueza dizer que sou amiga de autora rs) do livro Postais – que futuramente terá resenha dele aqui no blog- foi participar desse evento e eu aproveitei o barco para conhecer e participar.

Adorei? Adorei! Primeiro que a Raffa é muito simpática, engraçada, criativa e comunicativa. Ninguém fica de fora da alegria que contagia o ambiente. Ela mostra mesmo sua opinião sobre os livros, o mundo editorial e os autores, sempre com um sorriso largo e uma opinião muito bem formada.

O evento é muito organizado e lota, gente! Pelo o que foi possível perceber tanto o evento quanto o blog tem fãs cativos, que sempre estão presente, opinam, participam de verdade de tudo.

No evento que fui sábado, participaram 5 escritores (infelizmente a autora Lycia Barros não pode ir): Janaina Rico , Thati Machado , Jô Lima , Sidney Santborg  e Maurício Gomyde. Divididos em 3 blocos, todos falaram sobre suas obras, inspirações, responderam perguntas da plateia e de pessoas de outras cidades e estados, que não puderam comparecer. Aliás, achei incrível isso de pessoas não presentes poderem participar de alguma maneira.

O bate-papo foi leve, teve risadas, assunto sério, muita história sobre livros, muitas dicas e nos intervalos e no final das conversas com os autores teve sorteios de vários brindes, claro, a grande maioria livros. Ganhei o livro "O Mundo de vidro" do Maurício Gomyde. Também em breve terá resenha dele aqui no blog.

Enfim, foi uma tarde gostosa, animada e que valeu muito a pena. Espero poder participar de outros Eventos da Menina que comprava livros, pois realmente achei especial. Merece o sucesso que tem.

Pedi mais informações sobre como surgiu e funciona o evento para a própria Raffa, mas ela ainda não pode responder. Como eu precisava fechar a pauta dessa reportagem... brincadeira! Como eu iria postar o texto hoje, prometo que no próximo evento que eu for, contarei como foi novamente e trarei essas informações.

Informações sobre o próximo evento aqui e no blog "A Menina que comprava livros". Aproveitem e sigam a fanpage do Blog também!

 

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2015

Resenha do filme "Lado a Lado"

Sinopse: Uma jovem de doze anos (Jena Malone) e um garoto de sete (Liam Aiken), filhos de pais separados, não aceitam a nova namorada de seu pai (Ed Harris), uma bela e renomada fotógrafa (Julia Roberts). O garoto ainda tolera a situação, mas a adolescente não se conforma com a separação e com fato de seu pai e a namorada viverem juntos, pois isto significa que as chances de reconciliação de seus pais se tornam quase nulas. Por sua vez, a mãe das crianças (Susan Sarandon) ainda alimenta esta briga, fazendo o gênero "mãe perfeita". A fotógrafa faz de tudo para agradar as crianças, chegando ao ponto de dar tanta atenção aos enteados que acaba perdendo o emprego, pois deixou de ser a profissional competente que era. Até que uma notícia inesperada muda completamente a relação entre os familiares.

 

Para assistir esse filme precisa preparar os lenços de papel e o coração, pois emoção não falta em momento nenhum. Por se tratar de um filme cheio de lições, faz a gente pensar e refletir o tempo todo. O drama “Lado a Lado” traz Susan Sarandon e Julia Roberts como duas mulheres completamente diferentes que não se suportam, afinal, uma é a ex-mulher e a outra a atual de Luke e, por isso acabam dividindo de alguma maneira a atenção de uma adolescente e uma criança. Elas acabam precisando aprender a conviver quando uma grave doença surge e duas crianças estão no meio da situação e toda a situação familiar pode mudar.
 
Ben (Liam Aiken) e Anna (Jena Malone) não aceitam o namoro de seu pai, Luke (Ed Harris), com a descolada fotógrafa Isabel (Julia Roberts). Na verdade, a meu ver, não é que o Ben não aceita, ele acaba indo pela cabeça da irmã, uma adolescente revoltada com esse novo relacionamento do pai e que acaba culpando Isabel pela "infelicidade" da sua família, já que os pais estão separados. Para piorar, a mãe das crianças, Jackie (Susan Sarandon) é super protetora e ainda alimenta esta briga de seus filhos com a madrasta, mantendo a pose de mãe perfeita, insubstituível e único ser na face da Terra capaz de entender e amar as crianças. Isabel faz de tudo para agradar as crianças, mas não consegue conquistá-los, afinal, definitivamente não é fácil competir com o amor e proteção de uma mãe. No entanto, tudo muda quando a "competição" entre as duas mulheres é colocada em xeque quando Jackie fica muito doente e sem perspectiva de cura, sendo obrigada a enxergar a rival com outros olhos - antes jamais imaginado - e ainda a mudar a opinião das crianças sobre a madrasta, pois a partir de agora terá um papel ainda mais importante em suas vidas. 
 
Esse filme mostra com tudo pode mudar quando menos imaginamos e que as certezas nem sempre são tão certas assim. Quando se acha que tem ou pode ter controle de tudo, a via te mostra o quanto estamos enganados, que a qualquer momento podemos ficar longe de quem amamos sem chance de voltar a revê-los. Dói a despedida, a incerteza e a impotência de não saber como será a nossa falta. São esses os dilemas e fraquezas de Jackie, que passa a ter que confiar no amor e disposição de Isabel para que seus filhos continuem sendo educados e criados para a vida. 
 
E depois de tanto uma tentar provar que a outra não é boa o suficiente para seus filhos, e a outra tentar mostrar que também os ama e dará o seu melhor, as duas chegam a conclusão que tudo que fizeram nada mais é do que ser uma família. Por isso mesmo o final é emocionante, genial e simples. Filme comovente e perfeito para mostrar que mãe tem várias faces e várias formas.

 

publicado por criando às 00:56
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